é desta inclinação natural da minha libido (o desejo de estar em movimento de aprendizado e re-conversões) que surge o desafio cotidiano do estar assediada. meu vampiro pessoal é fascinado pela minha inteligência psíquica, e ama desfazer de meus esforços para ser ordinária (no sentido material: ter uma carreira, conviver bem com minha família) provocando-me através de frustrações constantes da minha expectativa de viver em paz comigo e com o Outro. esse ultrajar constante é o que me leva à guerra, como já detalhei. mas o roubo intelectual é também um roubo de existência íntima. quanto mais fundo eu vou no saber sobre o inconsciente em busca de mim, mais ele tenta usar esse novo saber para reforçar sua própria maldade. e é como vestir de puta uma santa, a fantasia simplesmente não cabe. e eu rio, enquanto me preocupo de um dia ele realmente conseguir cruzar mais uma vez esse limite.